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Produção de móveis alcança 2º melhor resultado de 2021

Entre os principais estados exportadores de móveis no Brasil, a indústria mineira foi a única a experimentar queda no volume exportado no mês de setembro

05/11/2021 às 11h41 Atualizada em 10/11/2021 às 17h06
Por: Redação Fonte: Abimóvel
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Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)
Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)

Na segunda alta mensal consecutiva, demonstrando fôlego no início do segundo semestre de 2021, a produção de móveis no Brasil cresceu 7,2% em agosto comparado ao volume produzido no mês anterior, quando o crescimento já havia sido de 8,9% sobre junho. Avanço alavancado pela produção de 37,6 milhões de peças no oitavo mês do ano, com a indústria moveleira nacional voltando ao bom patamar do último mês de janeiro. 

Destes, o consumo interno aparente, ou seja, o disponível no mercado interno foi de 36,2 milhões de peças em agosto de 2021, o que representa um aumento de 7% em relação a julho. No acumulado de janeiro a agosto, por sua vez, houve crescimento de 8,8% no indicador em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já a participação dos importados no consumo aparente foi de +2,9%, fechando o acumulado até agosto em +3,7%. 

Preço médio de produção de móveis 

Mesmo com o resultado positivo no volume produzido na passagem dos meses, no entanto, o acumulado do ano caiu para +11,4% em agosto (o indicador era de +16,7% até julho). Tal comportamento, à primeira vista um tanto contraditório, justifica-se pelos resultados expressivos no segundo semestre de 2020, quando houve uma explosão na venda de móveis no Brasil durante o isolamento social, influenciando na base comparativa do período. Para se ter uma ideia, apenas no mês de agosto do ano passado, o volume produzido foi de 42,6 milhões de peças. 

Voltando a indicadores mais realistas, enquanto muito se fala sobre desaceleração no setor do mobiliário, os números mais recentes apontam assertividade por parte dos fabricantes de móveis. Em valores, a receita da indústria moveleira alcançou o montante de R$ 8,2 bilhões em agosto de 2021: aumento de 9,1% sobre o mês anterior; enquanto no acumulado no ano, a alta foi de 42,1%.

Ressalta-se que o preço médio de produção de móveis foi de R$ 218,88 por peça em agosto deste ano. O que significa um aumento de 1,8% sobre julho e de 13,6% em oito meses. Altas puxadas, sobretudo, pelo aumento nos preços na porta das fábricas, influenciados pela variação cambial, a escassez de determinados insumos, entraves logísticos (marítimo e aéreo) e a inflação em níveis recordes no País. Ratificando, mais uma vez, o bom desempenho do setor mesmo frente aos obstáculos do momento.

O levantamento foi feito pelo IEMI - Inteligência de Mercado para a nova edição da “Conjuntura de Móveis”, estudo mensal desenvolvido sob encomenda para a ABIMÓVEL - Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário. A publicação ainda traz dados sobre emprego e renda, investimentos, varejo e exportações, entre outras informações estratégicas no setor moveleiro nacional. Possibilitando, assim, uma visão ampla sobre os principais pontos a serem trabalhados para direcionar as ações das fábricas de móveis ao longo do ano. 

Varejo

Apesar dos resultados positivos na indústria, as vendas de móveis em volume no varejo brasileiro diminuíram 4% em agosto de 2021 na comparação com o mês anterior. Com isso, o acumulado até o oitavo mês ficou em 8,3%. 

Em valores, as vendas do setor recuaram 3,3% na comparação com julho, fechando o mês de agosto em R$ 9,2 milhões. O indicador em oito meses continua positivo, porém, +15,9%.

O preço médio dos móveis no varejo nacional experimentou aumento de 1,3% em agosto frente ao mês anterior. Já em setembro, o preço médio voltou a aumentar, dessa vez em 1,4% em igual variação, chegando, assim, a R$ 217,72 por peça.

Já o segmento de colchões, que atingiu R$ 542,33 por peça em agosto de 2021, viu o preço médio cair 2,2% no varejo nacional no mês seguinte, terminando setembro em R$ 530,67. 

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os preços nacionais de mobiliário apresentaram aumento de 1,2% em setembro de 2021, frente ao mês anterior. No ano, o índice acumula um crescimento de 6,9% no varejo. 

Comércio Exterior

Quando falamos no comércio exterior, enquanto as exportações do setor registraram queda de 5% em agosto sobre julho, o indicador voltou a crescer com margem positiva no mês seguinte: +6,7% em setembro sobre agosto. Com isso, o valor exportado no nono mês do ano foi de US$ 82,9 milhões.

As importações no setor nacional seguiram o mesmo comportamento das exportações. Porém, com variação superior. Houve queda de 24,9% em agosto e aumento de 31,9% em setembro, totalizando US$ 24,2 milhões no mês mais recente.

Tais indicativos (exportações e importações) revelam, portanto, um reaquecimento do setor no fim do terceiro trimestre tanto no mercado interno quanto externo. 

Panorama regional das exportações

Entre os principais estados exportadores de móveis no Brasil, a indústria mineira foi a única a experimentar queda no volume exportado no mês de setembro. Em São Paulo, o número foi positivo, mas estável. Veja os resultados abaixo:

EXPORTAÇÕES - SETEMBRO 2021

  • Minas Gerais: -28,4%
  • Paraná: +7,7%
  • Rio Grande do Sul: +7,3%
  • Santa Catarina: +12%
  • São Paulo: +1%

Já quando o assunto é importação no setor, houve aumento expressivo em todos os principais estados, com exceção do Paraná. 

IMPORTAÇÕES - SETEMBRO 2021

  • Minas Gerais: +93,1%
  • Paraná: -19,3%
  • Rio Grande do Sul: +105,7%
  • Santa Catarina: +67,3%
  • São Paulo: +22,6%

 

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