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Médica alerta para os perigos do uso indiscriminado de chás: "As pessoas precisam parar de achar que tudo que é natural faz bem"

Em entrevista ao programa Conexão Líder, Dra. Caroline Caputo advertiu sobre os cuidados com substâncias hepatotóxicas

10/02/2022 às 08h57 Atualizada em 16/02/2022 às 10h14
Por: Redação
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Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)
Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)

A enfermeira Edmara Silva de Abreu, 42 anos, morreu na madrugada da última quinta-feira (3/2) em São Paulo, após ter sido diagnosticada com uma hepatite fulminante. A doença se desenvolveu devido ao consumo de um composto de "ervas para emagrecimento". O produto, vendido em cápsulas, se dizia "natural" e continha ervas como chá verde, carqueja e mata verde, substâncias hepatotóxicas (que podem causar danos ao fígado). 

De acordo com familiares, Edmara era "extremamente saudável" e começou a ter sintomas de enjoo há duas semanas. Os médicos questionaram o que ela tinha de medicamento em casa e, ao avaliarem os frascos, perceberam um de '50 ervas emagrecedor' e descobriram toda a composição. A notícia da morte da enfermeira ganhou grande destaque no noticiário nacional, sendo pauta, inclusive, de uma extensa reportagem no programa Fantástico da Rede Globo no último domingo. 

Dra Caroline Caputo no Conexão Líder

A médica gastroenterologista ubaense Dra. Caroline Caputo, participou, na última terça-feira, do programa Conexão Líder da Rádio Líder FM, apresentado por Anderson Badaró, e alertou sobre o uso indiscriminado desse tipo de substância. "São casos comuns no nosso consultório. Casos de toxicidade hepática pelo uso dessas substâncias ditas naturais", afirmou a médica também especialista em Hepatologia. "As pessoas precisam parar de achar que tudo que é natural faz bem, isso não existe. Têm muitas substâncias naturais que podem causar danos irreversíveis ao fígado como foi o caso dessa paciente", completou.

Segundo Dra. Caroline essas substâncias agem de forma diferente para cada tipo de pessoa. "Os danos podem estar relacionados à quantidade e ao período de uso, mas existe um tipo de toxicidade que a gente chama de idiossincrásica que depende exclusivamente de condições próprias de cada paciente, então, às vezes, a pessoa com um único uso daquela substância já pode apresentar uma hepatite fulminante", alertou.

Perguntada sobre qual a melhor forma de fazer o uso dos chás sem riscos, a médica esclareceu que não existe formulação comprovada que faça bem para o fígado. "Quando optarem por fazerem uso de chás, deve-se dar preferência aos mais populares como camomila, erva cidreira, maçã e, preferencialmente sempre na preparação natural, em água fervente ao invés de formulações em cápsulas, que apresentam maiores chances de toxicidade"

A entrevista completa está disponível no perfil do programa Conexão Líder no Instagram e você pode acessar aqui.

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