Quarta, 18 de Maio de 2022
11°

Tempo aberto

Ubá - MG

Economia Economia

Consumidores ubaenses sentem no bolso a alta dos preços nos produtos de Páscoa

Estudo da FGV mostra aumento percentual em itens sazonais

12/04/2022 às 16h09 Atualizada em 18/04/2022 às 08h47
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a aproximação das principais datas religiosas do mês – Sexta-Feira da Paixão e Páscoa –, a procura por produtos relacionados à data aumenta. Em pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), os itens mais consumidos na Páscoa tiveram aumento de 3,93% nos últimos 12 meses, abaixo da inflação acumulada no mesmo período, de 9,18%. 

Na luta contra a alta dos preços, os consumidores vêm pesquisando as melhores oportunidades para garantir itens como ovos de Páscoa e bacalhau. 

Em Ubá, a comerciante Maria Lúcia Dini relatou que o preço do bacalhau que está acostumada a comprar mais que dobrou de 2021 para 2022 “ano passado paguei 70 reais no quilo, esse ano o quilo está 149 reais” diz. Por conta do alto preço, a comerciante conta que foi necessário diminuir na quantidade adquirida e reclama do aumento “não me lembro do valor dobrar dessa forma de um ano para outro.” 

Já a cozinheira Patrícia Pereira diz que teve que pesquisar muito para achar um bacalhau mais conta, “consegui encontrar do mais comum com preço variando entre 50 e 70 reais”. Patrícia reclama também do preço do azeite, um dos que mais assustam, “o azeite deu um salto enorme, os melhores custam quase 30 reais.”

Importados, hortifrúti e proteínas estão entre os produtos que mais subiram do ano passado para cá, de acordo com Matheus Peçanha, economista e pesquisador da FGV. O bacalhau subiu 11,5%, enquanto o azeite teve alta de 15,63%. 

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) salientou que o bacalhau teve queda de 17% nas quantidades importadas frente à Páscoa de 2021. Segundo análise do CNC, a queda nas importações é um indício de que o varejo está apostando na saída de produtos mais baratos. A CNC destaca ainda que os itens de Páscoa estão 7% mais caros em 2022. Essa é a maior alta desde 2016, quando os produtos subiram cerca de 10%. 

Alta dos preços também atinge ovos de Páscoa 

Os ovos de Páscoa não entram no Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M), mas Peçanha aposta que o produto deve ter o preço pressionado pelo período sazonal. 

O impacto dos altos valores já é sentindo nas ruas. O policial militar Ivan Fonseca ressalta que neste ano terá que optar por ovos de páscoa com o preço mais em conta para os filhos, “além do aumento dos preços nos produtos de páscoa, há também o aumento de itens básicos, o que tornou o orçamento mais curto”, detalha. 

A aposentada Eva Fidelis conta que em épocas anteriores costumava presentear as três filhas com ovos de páscoa, além de garantir também o seu chocolate e de sua mãe, porém, devido aos aumentos apresentados, ela busca alternativas “esse ano não vai dar para comprar ovo para todas, terei que escolher alguma outra opção”.

Bombons e chocolates tiveram elevação de 3,92% no valor ante 2021, aponta pesquisa da FGV. 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias