Cidade Justiça
"Caso Elídia": informações sobre julgamento marcado para julho são falsas
A situação foi apurada junto ao Dr. Nilo Marques, Juiz de Direito da Comarca de Ubá
15/07/2022 10h37 Atualizada há 4 anos atrás
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Corpo da jovem foi encontrado nas intermediações do Horto Florestal de Ubá em 2019/ Foto: Polícia Militar/Divulgação

Durante esta semana, comentários e informações foram divulgados nas redes sociais e em alguns meios de comunicação de Ubá sobre o eventual julgamento do caso envolvendo a morte da jovem Elídia Geraldo, que aconteceu em 2019.

De acordo com o que foi divulgado até então, o julgamento teria previsão para acontecer em breve. Alguns comentários inclusive datavam a audiência para este mês.

O Noticiário apurou o caso e, de acordo com o Dr. Nilo Marques, Juiz de Direito da Comarca de Ubá, as informações em relação ao eventual processo são falsas. Ainda segundo o Juiz, "não há mais nenhuma informação".

Relembre o caso

Elídia Geraldo, 19 anos, foi morta em 2019 em nas intermediações do Horto Florestal de Ubá. 

O caso era tratado como desaparecimento quando os pais registraram boletim de ocorrência, informando o sumiço da filha. No entanto o corpo da vítima foi encontrado por um tio dela, em um terreno próximo ao Horto Florestal, nas imediações da MGC-265, 20 dias depois de ela desaparecer.

Na época, nas investigações da Polícia Civil foi realizada a reconstituição do crime. Um casal confessou a prática do homicídio.

Conforme afirmado pelo delegado Diêgo Candian em 2019 "os suspeitos e a vítima teriam ido a uma festa no Horto Florestal. Eles saíram juntos, pois se conheciam, já que o investigado é o ex-namorado de Elídia. Após o término, eles continuaram amigos. Nessa festa, a vítima e a autora teriam saído do evento juntas e ido ao local onde o crime foi cometido. Imagens de câmeras de segurança apontam que o suspeito possivelmente já estaria no local do crime, aguardando as jovens".

Segundo o delegado Bruno Salles, que comandou as investigações do caso, "a autora contou que teria retirado a calcinha da vítima para se passar como estupro, mas, na verdade, ela teria matado a garota por via de estrangulamento. O rapaz teria assistido e em momento algum prestado socorro”, relatou o delegado em 2019.