Terça, 24 de Novembro de 2020
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Polícia Crime Ambiental

Ministério Público deflagra operação para apurar crimes de associação criminosa e corrupção em órgão ambiental

As investigações apontam para o pagamento de propinas a funcionários públicos e a falsificação de documentos e relatórios em processos administrativos de licenciamento ambiental

30/10/2020 10h05
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Por: Redação Fonte: Superintendência de Comunicação Integrada MPMG
Militares encontraram uma estrutura para cultivo de maconha em estufas e 200 unidades da planta ilícita. Foto: MPMG
Militares encontraram uma estrutura para cultivo de maconha em estufas e 200 unidades da planta ilícita. Foto: MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) - por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Zona da Mata e da Coordenadoria Regional do Meio Ambiente de Ubá, em conjunto com as Polícias Militar e Civil - deflagrou na manhã de ontem, 29 de outubro, a operação Nematoide 2. O objetivo da ação é apurar a prática de corrupção passiva e ativa, associação criminosa e crimes ambientais (delitos tipificados na Lei nº 9.605/98).

Trata-se da segunda fase da operação deflagrada em 31 de outubro de 2018 para combater a atuação de uma associação criminosa estruturada para facilitar a concessão de licenças ambientais no âmbito da Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) Zona da Mata, vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). As investigações até então realizadas apontam para o pagamento de propinas a funcionários públicos e a falsificação de documentos e relatórios em processos administrativos de licenciamento ambiental.

Na etapa de ontem, foram realizadas ações em Belo Horizonte e em três municípios da Zona da Mata: Urucânia, Rio Pomba e Divinésia. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, na residência de um funcionário da Supram, foram apreendidas munições, sementes aparentando serem de maconha e informações referentes ao cultivo da planta. Em outro imóvel, em tese vinculado ao servidor público, os militares encontraram uma estrutura para cultivo de maconha em estufas, 200 unidades da planta ilícita, além de grande quantidade colhida em dois sacos plásticos aguardando para serem prensadas. Nos demais locais foram recolhidos aparelhos celulares, HD externo e diversos documentos de interesse da investigação. 

A operação contou com a participação de promotores de Justiça, integrantes do Gaeco Central, policiais civis e militares, um perito criminal e servidores do MPMG, além do apoio da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o coordenador do Gaeco Zona da Mata, promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, as investigações prosseguem no âmbito do MPMG, a fim de apurar os possíveis crimes praticados pelos envolvidos, bem como o envolvimento de terceiros que atuam em conluio com os investigados. “O Gaeco, em conjunto com os demais órgãos estatais, não medirá esforços para combater, com profundidade e veemência, a prática nociva da corrupção, que tanto impacta negativamente a população”, ressalta o promotor de Justiça.

O nome da operação Nematoide refere-se a uma praga que fica escondida nas raízes das plantas, de forma a sugar os seus nutrientes e intoxicar as células, podendo levá-las à morte.

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