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Mulheres com endometriose terão novas opções de tratamento pelo SUS

Métodos hormonais incluem o DIU com levonorgestrel e o desogestrel, que passam a integrar a rede pública de saúde.

11/07/2025 14h44 Atualizada há 10 meses atrás
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Mulheres com endometriose passam a contar com duas novas opções de tratamento hormonal pelo Sistema Único de Saúde (SUS): o DIU com levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. Os métodos foram recentemente incorporados à rede pública após recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, o DIU-LNG ajuda a suprimir o crescimento do tecido endometrial fora do útero e pode ser indicado para pacientes com contraindicação ao uso de anticoncepcionais orais combinados. O dispositivo tem validade de até cinco anos, o que favorece a adesão ao tratamento.

Já o desogestrel, um anticoncepcional hormonal oral, atua bloqueando a atividade hormonal e inibindo o crescimento do endométrio fora do útero. Ele poderá ser prescrito logo na primeira avaliação clínica, mesmo antes da confirmação diagnóstica por exames.

Apesar da aprovação, os novos métodos só estarão disponíveis na rede pública após a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose, segundo informou a pasta.

A endometriose

A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, afetando órgãos como ovários, intestino e bexiga. Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, infertilidade e alterações intestinais e urinárias cíclicas.

A condição afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que representa mais de 190 milhões de pessoas.

No Brasil, o número de atendimentos relacionados ao diagnóstico da endometriose na atenção primária cresceu 30% entre 2022 e 2024, passando de 115,1 mil para 144,9 mil. Na atenção especializada, o aumento foi de 70% no mesmo período, com mais de 85 mil atendimentos. As internações pela doença também cresceram 32%, totalizando 34,3 mil entre 2023 e 2024.

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