O presidente da Associação das Escolas de Samba de Ubá (AESBU), Cláudio Cezar, afirmou que o Carnaval 2026 marca o retorno dos desfiles das escolas de samba à cidade, após a ausência no ano passado. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Conexão Líder, da Rádio Líder FM, na segunda-feira (02).
Segundo Cláudio Cezar, a decisão de antecipar os desfiles para o fim de semana anterior ao Carnaval foi estratégica e bem recebida pelas agremiações. A medida busca aquecer o público, evitar conflitos com blocos de rua e reduzir impactos de fatores como o mau tempo. “Antes esquenta mais o Carnaval e mantém o foco nas escolas. Quem gosta de bloco vai para os blocos, quem quer viajar viaja depois”, explicou.
Os desfiles estão programados para sábado (07) e domingo (08), na Avenida Valoz Davi. No sábado, a partir das 19h, desfilam as escolas Feliz Lembrança, Caxangá e Império da Vila Casal. Já no domingo, a partir das 20h, entram na avenida Unidos da Praça Guido e São Domingos, encerrando a programação das escolas.
Cláudio destacou que as escolas estão mobilizadas e empenhadas, após visitas recentes aos barracões, e ressaltou que o local escolhido oferece melhores condições de segurança, acesso e estrutura de serviços, como proximidade com hospital, Corpo de Bombeiros e vias de ligação. Ele reforçou o convite para que a população visite a avenida e acompanhe os preparativos.
Durante a entrevista, o presidente da AESBU também comentou sobre a organização do comércio informal durante os desfiles. Segundo ele, a venda dentro da área do evento depende de cadastro prévio, devido à limitação de espaço, mas não há impedimento para a comercialização em áreas próximas, desde que respeitadas as regras de trânsito e as orientações da prefeitura.
Ao abordar a polêmica envolvendo os blocos de rua, Cláudio Cezar explicou que a decisão de concentrar os eventos em um único local está relacionada, principalmente, à segurança pública. Ele afirmou que a Polícia Militar informou não ter efetivo suficiente para garantir a segurança em eventos dispersos pela cidade, o que levou à necessidade de centralização. O tema, segundo ele, foi debatido em reuniões e formalizado em documento encaminhado ao Ministério Público.
Cláudio também fez críticas à falta de planejamento antecipado e defendeu que o poder público deveria investir em soluções como segurança privada e monitoramento por câmeras para preservar blocos tradicionais do município. Para ele, a ausência desses blocos representa uma perda cultural significativa para Ubá.
O presidente da AESBU ressaltou ainda o papel social das escolas de samba, destacando o impacto positivo nas comunidades, nos bairros e na economia local. Ele anunciou que a entidade pretende desenvolver, no próximo ano, um projeto audiovisual para documentar a história e o resgate das escolas de samba da cidade.
Encerrando a entrevista, Cláudio Cezar convidou a população a prestigiar os desfiles e informou que interessados em participar das escolas ainda podem procurar os representantes das agremiações em suas comunidades. Após o fim de semana das escolas, o Carnaval de Ubá segue com shows e blocos concentrados na Avenida Valoz Davi, entre os dias 13 e 17 de fevereiro.
Assista à entrevista completa abaixo: