As enchentes que atingiram municípios da Zona da Mata mineira em fevereiro de 2026 provocaram prejuízos significativos à área de odontologia, afetando diretamente profissionais e comprometendo o atendimento à população. Levantamento aponta que mais de 40 cirurgiões-dentistas tiveram suas atividades impactadas, com danos registrados em 27 estruturas, entre clínicas e consultórios.
A maior concentração de prejuízos foi identificada em Ubá, seguida por Juiz de Fora e Matias Barbosa. Equipamentos, mobiliário e insumos foram danificados pela água, além de perdas estruturais que, em alguns casos, inviabilizam o funcionamento das unidades no curto prazo.
O impacto financeiro estimado ultrapassa R$ 6 milhões. Em média, cada estabelecimento afetado registrou perdas superiores a R$ 160 mil, com casos que chegam a R$ 1,5 milhão. Além dos danos materiais, a interrupção das atividades comprometeu a renda dos profissionais e reduziu o acesso da população aos serviços odontológicos.
Na rede pública, os reflexos também são expressivos. Em Ubá, 11 consultórios de saúde bucal foram atingidos, incluindo unidades como a Policlínica Central e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que sofreram danos severos.
Diante do cenário, o Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG) estruturou ações emergenciais para apoiar os profissionais afetados e viabilizar a retomada dos atendimentos. Entre as medidas estão a criação de um sistema de triagem, auxílio emergencial, campanhas de arrecadação e mobilização da categoria em todo o país.
As iniciativas incluem ainda eventos online beneficentes, campanhas de financiamento coletivo e ações voltadas à doação de materiais e equipamentos. Também está previsto suporte psicológico e assistência social aos profissionais impactados.
Para minimizar os efeitos na assistência à população, foram adotadas estratégias emergenciais, como a utilização de unidades móveis odontológicas, com o objetivo de manter o atendimento durante o período de recuperação das estruturas.
Mesmo semanas após as enchentes, a região ainda enfrenta um processo de reconstrução lenta. Muitos profissionais seguem sem conseguir retomar plenamente suas atividades, enquanto a reposição de equipamentos e insumos permanece como uma das principais necessidades para restabelecer os serviços.
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