Domingo, 11 de Abril de 2021
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Estado Previsão sombria

Secretário de Saúde diz que mês de abril será 'muito duro' e com muitas mortes em Minas

Fábio Baccheretti insistiu para população se manter em alerta profundo.

06/04/2021 11h51
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Por: Redação Fonte: Portal Hoje em Dia
Imagem meramente ilustrativa.
Imagem meramente ilustrativa.

Minas Gerais ainda vive o pior momento da pandemia de Covid-19, com altos números de casos e mortes registrados por dia e pessoas na fila de espera por atendimento. Por isso, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, acredita que o mês de abril ainda será sombrio, com muitos óbitos ocasionados pela doença.

Em entrevista à rádio Itatiaia na manhã desta terça-feira (6), o representante da pasta revelou que o Estado atravessa o momento mais crítico da pandemia, mas que há uma visível queda na transmissão do vírus em algumas cidades, assim como uma diminuição da fila de espera por um leito de UTI e enfermaria.  

“Estamos passando pelo pior momento, um momento de maior cuidado e, por isso, todas as medidas de restrição devem ser adotadas para que a gente não tenha mais esse número de pacientes aguardando. Já vimos em BH uma redução importante, o que significa que a incidência está caindo, a transmissibilidade já está caindo e logo a gente sai dessa fase de maior risco assistencial para a população de minas”, disse.

O secretário acredita, porém, em um mês de abril “muito duro” e com muitos registros de mortes. “As mortes ainda demoram um pouco a cair de forma mais incisiva, porque o paciente demora cerca de 15 dias na permanência hospitalar. Então, todo mundo que entra hoje no hospital vai demorar cerca de 15 dias para evoluir a óbito ou para ter alta. Então, a gente ainda vai ter o mês de abril muito duro. Acredito que em maio a gente consiga ter uma queda mais significativas dos óbitos, mas vamos ainda variar com muitos óbitos no mês de abril inteiro", afirmou. 

Hoje, 2.780 pessoas com Covid-19 estão internadas em leitos de terapia intensiva em Minas Gerais, o que representa 94,24% de ocupação, de acordo com o Painel de Monitoramento da doença no Estado. Atualmente, Minas tem 2.950 unidades de terapia intensiva reservados para pacientes com a doença na rede pública.

“A ocupação (de leitos) continua alta, mas o cenário que a gente vê é um pouco diferente do cenário de um mês atrás, quando começamos a Onda Roxa. Algumas macrorregiões já estão aliviando em relação a ocupação, especialmente a região de Uberlândia, Patos de Minas e em outras regiões. Isso nos deixa mais tranquilos, mas em outros locais a situação está piorando bastante, como a região de Governador Valadares, Vale do Aço e Divinópolis. Mas, em geral, o número de pacientes que aguardam leito vem caindo diariamente", concluiu o secretário, que acredita que, "provavelmente" o cenário melhore no fim do mês de abril.

Das 14 macrorregiões do Estado, duas delas, Leste do Sul e Oeste, estão com os leitos 100% ocupados. Em outras seis, – Centro, Centro Sul, Leste, Sudeste, Sul e Vale do Aço – mais de 90% das vagas estão preenchidas, o que deixa o sistema de saúde próximo ao colapso.

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