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Economia Negócios

MEIs enfrentam longas jornadas, baixa renda e dificuldade de acesso a crédito, aponta pesquisa

Levantamento do Sebrae Minas mostra que maioria dos microempreendedores tem o negócio como principal fonte de renda, mas ainda convive com desafios financeiros e de gestão

21/05/2026 10h17 Atualizada há 3 semanas atrás
Por: Redação Fonte: Sebrae Minas
Imagem ilustrativa
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A nova edição da Pesquisa Perfil do MEI 2026, realizada pelo Sebrae Minas, revelou os principais desafios enfrentados pelos microempreendedores individuais no estado. De acordo com o levantamento, 69% dos entrevistados têm no negócio sua principal fonte de renda, enquanto 68% afirmam não conseguir tirar férias. Entre aqueles que conseguem se afastar, 64% dizem que a empresa deixa de funcionar durante o período de ausência.

A rotina de trabalho dos MEIs também chama atenção. Segundo a pesquisa, 29% trabalham todos os dias da semana e outros 21% atuam seis dias por semana. Além disso, quase metade dos entrevistados trabalha mais de oito horas por dia.

A renda também aparece como um desafio para boa parte dos empreendedores. O levantamento mostra que 27% têm lucro mensal entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, enquanto 25% faturam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Outros 43% afirmam que o negócio não gera lucro suficiente para cobrir as despesas pessoais.

Entre os principais obstáculos apontados pelos entrevistados está o acesso a crédito, citado por 35% dos participantes. Em seguida aparecem a falta de conhecimento administrativo, mencionada por 27%, e a dificuldade para manter o pagamento do DAS em dia, apontada por 23%.

Apesar dos desafios, a formalização é vista de forma positiva pela maioria dos MEIs. Segundo a pesquisa, 82% acreditam que atuar formalmente traz vantagens em relação à informalidade. A possibilidade de emitir nota fiscal e ampliar as vendas foi o principal benefício citado, com 41% das respostas. Também foram mencionadas melhores condições de compra com fornecedores e maior acesso a crédito, ambos com 30%, além da possibilidade de vender para o setor público, apontada por 23%.

O levantamento ainda mostra que 41% dos entrevistados utilizam o MEI para exercer a própria profissão, enquanto 32% se consideram empresários ou empreendedores. Outros 15% utilizam a atividade como complemento de renda.

As redes sociais já fazem parte da rotina dos pequenos negócios. De acordo com a pesquisa, 54% dos MEIs possuem contas voltadas para divulgação e relacionamento com clientes. Mesmo assim, a venda online ainda é limitada: apenas 16% comercializam produtos pela internet de forma total ou parcial.

A intenção de crescimento também aparece entre os entrevistados. Segundo o estudo, 78% desejam expandir o negócio e se tornar microempresa ou empresa de pequeno porte, enquanto 74% defendem o aumento do limite de faturamento da categoria.

Para a analista do Sebrae Minas, Izabella Diniz, a pesquisa mostra que o MEI está cada vez mais consolidado como principal atividade econômica, mas ainda enfrenta dificuldades estruturais relacionadas à gestão financeira, acesso a crédito e organização do negócio.

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