Polícia Policial
Suspeita de integrar rede ligada a sequestros, assaltos e explosão de banco na região é presa
Mulher investigada por participação em roubo em Dona Euzébia e por apoio logístico a integrantes de uma organização criminosa foi presa durante a segunda fase da Operação Rapina, que já resultou em 17 detenções.
29/05/2026 09h41 Atualizada há 2 semanas atrás
Por: Redação Fonte: PCMG
Imagem ilustrativa

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (28), uma mulher de 31 anos durante a segunda fase da Operação Rapina, que investiga um núcleo da facção criminosa Comando Vermelho suspeito de envolvimento em roubos contra empresários, explosão de banco e extorsão mediante sequestro em municípios da Zona da Mata.

A suspeita foi localizada em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo as investigações, ela teria participado de um roubo registrado em 20 de março, em Dona Euzébia, além de atuar no suporte logístico da organização criminosa.

Com a nova prisão, chega a 17 o número de detidos desde o início da operação. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Giovane Dantas, o objetivo das ações é enfraquecer a estrutura financeira e a logística de fuga da facção em Minas Gerais.

Nesta etapa da operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e ordens de quebra de sigilo de dados nas cidades de Juatuba, Turmalina, Ubá e Rodeiro. Um veículo foi apreendido.

As investigações apontam que a mulher utilizava sua residência em Juatuba para abrigar integrantes da organização em fuga. Mensagens e áudios interceptados pela Polícia Civil indicam que ela teria oferecido o imóvel como esconderijo para um dos suspeitos envolvidos em um caso de extorsão mediante sequestro ocorrido na última quarta-feira (27), em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha.

Em uma das gravações analisadas pelos investigadores, a suspeita se refere ao foragido como irmão e afirma que ele poderia permanecer escondido na residência por tempo indeterminado. Até a última atualização do caso, o homem ainda não havia sido localizado.

As apurações indicam que o grupo criminoso atua de forma organizada, com divisão de funções entre os integrantes, uso de armamento pesado e veículos clonados ou adulterados. Segundo a Polícia Civil, as ações da quadrilha são marcadas por violência extrema, com vítimas frequentemente mantidas em cárcere privado e submetidas a forte pressão psicológica.

Roubo em Dona Euzébia

Entre os crimes atribuídos ao núcleo investigado está o assalto a uma residência em Dona Euzébia, em março deste ano. Durante a ação, moradores foram mantidos reféns, sofreram agressões físicas e tortura psicológica enquanto os criminosos buscavam informações sobre cofres, joias e realizavam exigências relacionadas a transferências bancárias via Pix.

Sequestro em Rodeiro

Outro caso ocorreu em Rodeiro, no início de maio, quando equipes das delegacias de Cataguases, Ubá, Rio Pomba e Visconde do Rio Branco interceptaram o grupo antes da execução de um plano para sequestrar a família de um correspondente bancário. Cinco suspeitos foram presos em flagrante com um carro clonado e ferramentas utilizadas para arrombamento.

Explosão em Guidoval

A facção também é apontada como responsável pelo ataque à agência do Banco do Brasil de Guidoval, ocorrido na madrugada de 10 de abril. Na ocasião, criminosos armados cercaram a área central da cidade, efetuaram disparos para intimidar moradores e utilizaram explosivos que destruíram parte da estrutura interna da agência bancária.