O prefeito de Visconde do Rio Branco, Fabinho Antonucci, lançou nesta semana o movimento “Eu Sou Zona da Mata”, iniciativa que busca mobilizar lideranças políticas, empresários e a população em defesa de investimentos para a infraestrutura da região. A campanha tem como foco principal a situação das rodovias estaduais, especialmente as MG-120 e MG-447, apontadas pelo prefeito como exemplos do abandono enfrentado pelo interior da Zona da Mata.
Em publicação divulgada nas redes sociais, Antonucci afirmou que as duas rodovias se encontram em estado crítico, com trechos deteriorados, dificuldades para ultrapassagens e condições que comprometem a segurança e a mobilidade dos usuários. Segundo ele, as estradas necessitam de intervenções urgentes, incluindo reformas, ampliação da capacidade de tráfego, construção de acostamentos e projetos de duplicação.
O prefeito também defendeu a criação de um corredor logístico mais eficiente para conectar a Zona da Mata aos principais centros econômicos do Sudeste, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória. De acordo com a publicação, a região reúne importantes atividades econômicas, como a suinocultura, a produção avícola, a agroindústria, a fabricação de rações, a indústria de sucos, além do polo moveleiro de Ubá e da presença da Universidade Federal de Viçosa.
Ao apresentar o movimento, Fabinho Antonucci destacou que municípios como Ponte Nova, Viçosa, Visconde do Rio Branco, Rio Pomba, Ubá e Juiz de Fora possuem grande potencial de desenvolvimento, mas ainda enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura viária e à falta de investimentos.
Segundo o prefeito, o objetivo do “Eu Sou Zona da Mata” é promover uma mobilização de caráter apartidário para reivindicar melhorias estruturais e maior atenção do poder público estadual à região. A proposta, segundo ele, é unir forças em defesa do desenvolvimento econômico, da geração de empregos e da melhoria das condições de transporte para moradores e empresas da Zona da Mata.
A campanha também convida a população a participar da mobilização e ampliar o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura para o interior mineiro.