A demora no início das obras de asfaltamento das comunidades de Miragaia e Ubari foi alvo de críticas da vereadora Jane Lacerda durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Ubá realizada na segunda-feira (8).
O tema foi debatido na presença de moradores das duas localidades, que acompanharam a sessão no plenário após uma mobilização promovida pelo pré-candidato a Deputado Cristiano “Shrek”.
Durante seu pronunciamento, a parlamentar questionou a lentidão no andamento do projeto e afirmou que as chuvas que atingiram o município em fevereiro não podem ser utilizadas como justificativa para o atraso das intervenções.
Segundo Jane Lacerda, os moradores da zona rural aguardam há anos pela pavimentação das estradas e não podem continuar esperando pelo início das obras. A vereadora também criticou a falta de avanços na apresentação do projeto e declarou que a tragédia causada pelas enchentes não deve servir como motivo para que o asfaltamento permaneça sem execução.
A pavimentação de Miragaia e Ubari está incluída no Projeto de Lei nº 116/2025, que autorizou a Prefeitura de Ubá a contratar uma operação de crédito de até R$ 120 milhões junto à Caixa Econômica Federal para investimentos em infraestrutura.
O projeto prevê o asfaltamento a partir do final do Pires da Luz, seguindo até o bairro Rosa de Toledo e utilizando a via já existente até Miragaia. Também está prevista a construção de uma nova estrada até Ubari em um trecho de menor declividade, possibilitando a implantação da pavimentação. Ao todo, estão previstos cerca de 20 quilômetros de asfalto.
De acordo com a Administração Municipal, apesar da autorização legislativa para a contratação do empréstimo, os recursos ainda não foram efetivamente contratados pela Prefeitura.
No último domingo (7), a Prefeitura de Ubá publicou uma nota oficial em suas redes sociais justificando o atraso no cronograma da obra. No comunicado, a administração informou que o asfaltamento entre Ubari e Miragaia continua previsto no planejamento municipal, mas que a enchente de fevereiro de 2026 exigiu a priorização temporária de obras de reconstrução e restabelecimento da infraestrutura urbana. Segundo a nota, o cronograma precisou ser readequado em razão das intervenções em andamento, mas o projeto permanece entre as prioridades da gestão e deverá ser executado após a conclusão da etapa mais crítica das obras de recuperação. (Veja abaixo)