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Vítimas de violência sexual na região têm atendimento completo em Hospital de Ubá

Anteriormente, a unidade hospitalar prestava os primeiros socorros, mas encaminhava os pacientes para Juiz de Fora

23/08/2021 às 16h36 Atualizada em 03/09/2021 às 11h32
Por: Redação Fonte: SES-MG
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Equipe do Hospital Santa Isabel em Ubá. Fotos: SES-MG
Equipe do Hospital Santa Isabel em Ubá. Fotos: SES-MG

Vítimas de Violência Sexual na microrregião de Ubá, que compreende 20 municípios, têm acesso facilitado ao serviço de atendimento, ofertado no Hospital Santa Isabel, em Ubá, desde julho deste ano. Anteriormente, a unidade hospitalar prestava os primeiros socorros, mas encaminhava os pacientes para Juiz de Fora, para terem acesso ao kit de medicamentos profiláticos e demais atendimentos de saúde necessários. A melhoria proposta pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), via Unidade Regional de Saúde de Ubá, possibilitou maior facilidade no acolhimento e cuidados, além de mais celeridade na aplicação das medidas preventivas.

Neste primeiro mês, duas pessoas acessaram o serviço e uma delas pode ser atendida no chamado “tempo ouro”, que é a administração dos medicamentos em até duas a três horas após a ocorrência. “Para os pacientes melhorou muito, pois estamos mais próximos das 31 cidades da região e podemos iniciar o protocolo mais rapidamente, o que garante a eficácia na prevenção de algumas infecções, como as sexualmente transmissíveis. Ainda assim, caso haja alguma intercorrência ou o paciente demore, por algum motivo, a procurar o atendimento, ainda temos 72 horas para iniciar com o protocolo da Profilaxia Pós-Exposição (PEP). A outra vítima atendida neste mês procurou os serviços uma semana após o fato, então, a inserimos no acompanhamento do Serviço de Atendimento Especializado (SAE)”, informou a enfermeira da Urgência do HSI, Giselle Carvalho.

De acordo com a equipe que responde pelo serviço, o mais importante é a vítima procurar o mais rápido possível o atendimento de saúde, sabendo que todo o processo é sigiloso. “Ressaltamos que a identidade das vítimas e familiares serão preservadas e que não é necessário um registro policial para vir buscar ajuda. Aqui é o primeiro passo, é para chegar aqui primeiro, antes de tudo. Muitas vítimas de violência sexual têm medo de exposição e, assim, correm risco de adquirir doenças e outros agravos. Então, queremos deixar bem enfatizado que todo o procedimento é sigiloso, e que toda a equipe do HSI foi treinada para isso, desde a portaria, enfermeiros e médicos”, contou a enfermeira da Maternidade do HSI, Jordana de Oliveira.

Hospital Santa Isabel

O que fazer em uma situação de violência sexual?

Diante de um caso ou situação de violência sexual, seja a vítima mulher, homem ou criança, a pessoa deverá se dirigir ao Pronto Atendimento do Hospital Santa Isabel, de Ubá, que é a referência para as 20 cidades da microrregião de Saúde de Ubá. A vítima será acolhida pela equipe do HSI, ressaltando que para que ocorra o atendimento não é necessário ter um Boletim de Ocorrência ou qualquer tipo de encaminhamento.

Como é feito o primeiro atendimento?

A pessoa vítima de violência sexual terá atendimento prioritário a partir do momento em que relatar a um dos profissionais, sendo ideal que comunique esse perfil na portaria. Será realizado atendimento de enfermagem e médico com escuta, exames laboratoriais e físicos, sempre informando com cuidado todas as etapas do atendimento. Nos casos indicados será realizada profilaxia (medicamentos) para as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) que podem ser transmitidas durante a violência sexual, além de contracepção de emergência para evitar que ocorra uma gravidez não desejada. Serão realizados exames para investigação de possíveis doenças como sífilis, HIV e hepatites.

Como é feito o seguimento após o primeiro atendimento?

Após o primeiro atendimento, a pessoa será acompanhada pela equipe do SAE (Serviço de Atendimento Especializado), composta por médico, assistente social e psicóloga por um período de 6 meses. O acompanhamento tem como objetivo dar o suporte psicossocial, além de acompanhamento clínico e acompanhamento laboratorial com realização mensal de exames.

As orientações legais cabíveis serão feitas em todos os atendimentos realizados pela equipe e de acordo com a demanda do usuário.

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