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Região Tratamento de Esgoto

Prefeitura de Visconde do Rio Branco entra na Justiça contra a Copasa

Executivo tenta impedir o aumento da tarifa de tratamento de esgoto, que já veio na conta do consumidor

20/09/2021 às 15h12 Atualizada em 27/09/2021 às 17h26
Por: Redação Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Visconde do Rio Branco
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Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)
Imagem Ilustrativa (Reprodução Internet)

A Prefeitura de Visconde do Rio Branco vem a público informar que, por intermédio do prefeito municipal Fabinho Antonucci (conforme vídeo divulgado em seu Instagram no dia 28 de agosto), acionou judicialmente a empresa Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) e a Arsae (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais) no intuito de impedir o aumento da tarifa de tratamento de esgoto à população rio-branquense, uma vez que o serviço não é prestado no município.  

No vídeo publicado em seu Instagram, o prefeito inclusive convocou outros municípios a tomarem a mesma medida de Visconde do Rio Branco. De acordo com Fabinho, agora cabe à Justiça a decisão final. 

“Não há esse serviço oferecido a nossa população e nenhum outro tipo de tratamento sanitário, pois Visconde do Rio Branco não possui ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). Tenho certeza que o Judiciário abraçará essa causa, permitindo que essa cobrança seja feita apenas quando esse serviço estiver sendo oferecido ao nosso povo”, afirmou o prefeito. 

Prefeito Fabinho Antonucci - Foto: Reprodução Instagram

ENTENDA O CASO - Em 2017, a Prefeitura renovou o contrato com a Copasa para o saneamento de água e tratamento de esgoto sanitário através da ETE, constando no cronograma a execução de 6 ETEs, com encerramento em 2020. 

No entanto, só foi editada a Resolução 154 da Arsae, que autorizava, independente da fase de execução das ETEs, a cobrança das taxas integrais do esgotamento sanitário, o que levou alguns municípios e pessoas a entraram na Justiça. 

Alguns municípios na época negociaram de modo diferente, não permitindo nos contratos a cobrança de taxas referente ao esgoto. VRB vendeu sua tubulação de rede de esgoto por R$ 4.000.000,00 (4 milhões), o que permitiu a cobrança de uma taxa de manutenção da rede de esgoto.  

Recentemente, os processos foram para o STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília, e foi recebido como matéria de repercussão geral, atribuindo o efeito suspensivo (paralisação) de todas as ações na Justiça. Porém, a decisão do STF não determinou a suspensão da incidência do aumento, que chegou em até 70% em alguns municípios. 

Diante disso, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) já tem entendimento, contrariamente à decisão do STF, que é possível a suspensão desse aumento, uma vez que a decisão do STF foi de omissão quanto à suspensão do aumento. 

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