SUS inicia vacinação contra HPV em meninos

04/01/2017

A campanha de vacinação contra HPV para meninos de 12 e 13 anos começou na última segunda-feira (2), em postos de todo o país.

 

Até o ano passado, a imunização através do Sistema Único de Saúde (SUS) era feita somente em meninas. O Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões, com o objetivo de proteger 3,6 milhões de meninos. Além de 99,5mil crianças entre 9 e 26 anos vivendo com HIV, que também passarão a receber as doses.

 

Os meninos devem tomar duas doses, com seis meses de intervalo entre cada uma. A vacina disponibilizada para os garotos é quadrivalente, a mesma aplicada em meninas pelo SUS desde 2014. O imunizante protege contra quatro subtipos do vírus HPV e possui 98% de eficácia.

 

Para os portadores do HIV entre 9 e 26 anos, o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de 0, 2 e 6 meses.

 

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus, mas a intenção é que ela seja ampliada até 2020, quando serão incluídos meninos de 9 até 13 anos.

 

A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino segue recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS, e do Advisory Committee Imunization Practices (órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos).

 

A vacina é aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá, logo o Brasil passa a ser o sétimo a distribuir a vacina e o primeiro na América Latina.

 

 

Novidade para as meninas

 

 

No calendário de 2017 do SUS, as meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas, estão inclusas na campanha. A estimativa do Ministério da Saúde, é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação.  Até o ano passado, a faixa etária era limitada entre 9 e 13 anos.

 

Para as meninas, o foco da imunização, é proteger contra o câncer de colo de útero, vulva, vaginal e anal, além de lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e outras infecções causadas pelo vírus.

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