32 mortes confirmadas no maior surto de febre amarela de Minas

24/01/2017

O número de mortes por febre amarela confirmadas em Minas Gerais chegou à 32, sete a mais do que o registrado no último boletim epidemiológico, na sexta-feira (20). Os dados foram divulgados pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na última segunda (23).

 

O subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, afirmou na última semana que Minas Gerais vive o maior surto de febre amarela de sua história. "Nós tivemos dois grandes surtos em 1999 e 2000. Tivemos também um surto localizado em Ubá e na região centro-oeste do estado em 2010. Mas, este ano já supera tanto em número de casos, como de municípios e de mortes”.

 

Os óbitos confirmados ocorreram em 14 municípios. Outras 51 mortes suspeitas seguem em análise. Ao todo, Minas Gerais já soma 391 notificações, das quais 58 tiveram confirmação. Os casos e mortes são considerados confirmados quando o paciente apresenta exame positivo para febre amarela, exame negativo para dengue, exame que aponta disfunção renal, falta ou desconhecimento da vacinação, além dos sintomas compatíveis com a doença.

 

 

Fala do Governador

Desde que o número de casos suspeitos começou a crescer, o governo do estado adotou diversas medidas. No início do mês, o governador mineiro Fernando Pimentel anunciou um investimento de R$26 milhões para o combate da doença, além de decretar situação de emergência em saúde pública numa área de abrangência que inclui 152 municípios. A medida permite agilizar processos administrativos para aquisição de insumos e contratação de serviços e funcionários temporários.

 

Durante participação no “Seminário Minas Gerais contra a Febre Amarela”, em Teófilo Otoni, o chefe do Executivo Estadual conversou com a imprensa e reconheceu que a situação é grave, mas procurou tranquilizar a população afirmando que há vacina para todos. Clique aqui e confira o áudio:

 

 

 

 

Intensificação vacinal

 

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. A SES-MG considera que nenhum dos casos suspeitos no estado são urbanos.

 

A principal medida de combate à doença é a vacinação da população. O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após 10 anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos nove meses e um reforço aos 4 anos.

 

A SES-MG informa que o estado está abastecido e que faltas nos postos de saúde serão pontuais e temporárias, quando a demanda no local for superior à capacidade de armazenamento. A orientação do órgão é para que os municípios na região atingida realizem uma intensificação vacinal, ampliando o horário de funcionamento das unidades de saúde, inclusive, nos finais de semana.

 

fonte: Agência Brasil

 

 

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