Ubaenses desafiam travessia considerada o “Himalaia Brasileiro”

30/08/2018

 

 

Enquanto a grande maioria das pessoas aproveita o feriado prolongado para descansar ou até curtir uma praia ou serra ao lado da família e amigos, três amigos ubaenses vão encarar um desafio digno de programas de TV na Discovery Channel.... Gláucio Lisboa, Igor Torres Carneiro e Pedro Paulo, vão aproveitar o feriado de 07 de setembro para se aventurar em uma das travessias mais complicadas e desafiadoras do Brasil, a Serra Fina em Minas Gerais, considerada um dos 100 locais mais inóspitos do planeta, pela National Geographic. 

 

Os três enfrentarão 34 quilômetros de trajeto, em quatro dias, com três pernoites, em uma cadeia de montanhas, onde cerca de 20 ultrapassam os dois mil metros de altitude. Gláucio, que é preparador físico e uma das referências na cidade no assunto, expõe os principais riscos da travessia. “Sem sombra de dúvidas a escassez de água é um risco grande, para se ter uma ideia, em alguns pontos, teremos que nos deslocar com, entre sete e oito litros de água na mochila e, além disso, o terreno acidentado facilita as torções de tornozelo, ainda mais se não for utilizado um calçado adequado”.

 

O especialista ainda dá dicas para os novos aventureiros, “[...] a preparação dos equipamentos é primordial, desde a escolha correta das meias, que evitam bolhas que podem minar a sua travessia, a até as mochilas, de preferência as cargueiras, que hoje têm a tecnologia de transferir o peso para o quadril, diminuindo muito o desgaste”.

 

Além dos riscos já planejados, existem também os imprevistos que não têm como ser calculados, como explica Igor. “Não temos como controlar as adversidades, como uma tempestade de verão, uma desidratação, um calçado pode ter a sola descolada, sempre existirão riscos sem planejamento e fora do nosso alcance”.

 

 Alguns casos de erros já acarretaram em acidentes mais sérios nesse tipo de atividade. Como o caso da morte do corredor de montanhas francês Eric Gilbert Welterlín (foto ao lado), de 53 anos, que morreu em maio deste ano por hipotermia, em travessia parecida, na Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas. No caso, o laudo apontou um possível erro de direção nas trilhas, o que fez com que ele se perdesse e caminhasse por cerca de 10 quilômetros na tentativa de retomar à trilha correta, antes de falecer.

 

Gláucio explica tecnicamente como se dá a preparação para travessias dessa magnitude. “Eu sugiro que a pessoa simule carregando uma mochila com o peso que ela vá suportar no dia. No nosso caso, por exemplo, entre 18 e 20 quilos. E assim subir escadas de prédios, de três em três degraus, pois a subida é mais íngreme. E também alguns exercícios de membro inferior em desequilíbrio, para trabalhar a propriocepção, além de trabalhos para musculatura paravertebral, abdominal, quadríceps e panturrilha, que é um treino básico para caminhadas mais longas”.

 

A caminhada terá início no dia 06 de setembro em Passa Quatro e é finalizada após quatro dias em Itamonte, com a volta prevista para o dia 10 de setembro. Gláucio finaliza com uma frase que ele diz ser essencial para os novos aventureiros: “O bom julgamento vem da experiência e a experiência vem do mal julgamento”!

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