Portuense, de Astolfo Dutra, é o vencedor do Campeonato Regional 2018

11/12/2018

O Campeonato Regional da Liga Atlética Ubaense, tem um campeão inédito na edição de 2018. Em duas finais extremamente movimentadas e com recordes de público, o Portuense de Astolfo Dutra levou a melhor sobre o Spartano de Rodeiro e conquista o seu primeiro título da tradicional competição.

 

Os times, donos das melhores campanhas gerais mesmo antes da final, se enfrentaram no primeiro jogo em Ubá, no dia 02 de dezembro, haja visto que era necessária melhor estrutura, em vista do grande público que estaria presente. No Estádio Centenário (campo do Bandeirante), uma forte chuva atrapalhou a qualidade do jogo, mas o Portuense soube jogar melhor, com toques rápidos e muito entrosamento, vencendo por 1 a 0, golaço do atacante Edu Silva, artilheiro da competição com 11 gols. No último lance do jogo, ainda houve tempo de um pênalti ser marcado para o Spartano, mas o goleiro Afonso defendeu a cobrança de Cláudio Maradona, para delírio da torcida verde.

 

 

O jogo derradeiro aconteceu no dia 09 de dezembro, no Estádio Adolfo Nicolato em Rodeiro. Todos os 3.171 ingressos foram esgotados em 34 horas, o que dá a marca impressionante de 1 ingresso comercializado a cada 39 segundos. A cidade foi tomada por carros de toda a região e os setores, obviamente, foram totalmente tomados de camisas, bandeiras e sinalizadores amarelos, azuis e verdes, em uma festa, como foi na palavra de muitos, nunca vista na história do campeonato. 

 

Dentro de campo outro atrativo foi a arbitragem, que ficou por conta do árbitro Fifa, Ricardo Marques Ribeiro, com experiência de ter apitado finais de Copa Sulamericana e Copa do Brasil, estando ingressado na federação máxima do futebol desde 2009.

 

O jogo seguiu as expectativas de todos, sendo muito bem jogado e aberto, devido à qualidade das duas equipes. O time de Astolfo Dutra parecia mais concentrado, tocava melhor a bola e dava a impressão de estar com mais raça também, o que fez com que eles abrissem o placar aos 10 minutos do primeiro tempo, em lindíssima jogada de Miguel e Sávio pela direita com conclusão do camisa 11 Wandinho. O gol fez o Spartano acordar, mas a criação das jogadas se limitava a bolas alçadas na área e sentia muito a falta de criatividade do capitão Francismar e do camisa 10 Luiz Gustavo, contratado para a partida e que quase conseguiu o empate em cabeçada perigosíssima no final da primeira etapa.

 

O experiente zagueiro Leandro Euzébio, que foi titular da equipe de Rodeiro durante toda a primeira fase e se machucou já no mata a mata, deu o seu parecer do primeiro tempo: “O Portuense veio com o planejamento de sair jogando no contra-ataque e está mais organizado e postado na defesa. Saindo muito rápido no contra-ataque e o Spartano está muito desorganizado dentro de campo, precisando se organizar melhor no segundo tempo para buscar o resultado”.

 

Ainda na primeira etapa o time amarelo e azul precisou mexer, o volante PH torceu o pé e foi substituído pelo atacante Chrispim, o que já deixou a equipe mais ofensiva. No segundo tempo eles partiram com mais afinco ao ataque, criando diversas oportunidades, principalmente após as entradas de Charles Chad e Thiago Accioli. Em trama no ataque, o camisa 9 Daniel recebeu a bola girando e chutou muito forte no travessão. As chances mais claras aumentaram o ímpeto do time, que conseguiu o empate com Charles Chard, pegando rebote aos 22 minutos. O tempo passava e o goleirão Afonso fechava o gol, até que em um contra-ataque muito rápido o zagueiro Welton Felipe teve que fazer a falta, tomando o segundo amarelo e deixando o Spartano com um a menos nos últimos minutos da partida.

 

Os últimos instantes foram de extrema emoção, já com um a menos o time colocou outra bola no travessão e que seria uma pintura, em conclusão de bicicleta de Charles Chad. No último lance do jogo, Francismar pega a bola na sua própria área e arranca, passa por diversos marcadores, encontra Wallace Marinho que cruza na medida para o zagueiro Vladimir cabecear tirando tinta da trave. Não tinha mais tempo, Ricardo Marques Ribeiro aponta para o centro do campo e finaliza a partida.

 

 

 

Wandinho, autor do gol, fala emocionado ao final da partida: “Eu falei durante a semana, Deus é fiel em minha vida. Eu estava sendo humilhado pela torcida e agradeço hoje a Deus e ao técnico que confiou em mim até o final, o que fez com que eu fosse brindado com o gol do título”.

 

O camisa 10 Miguel, revelado pelo Vasco da Gama e um dos melhores jogadores das duas finais e do campeonato, mostrou toda a sua surpresa ao disputar a competição pela primeira vez. “Acabei de falar com um amigo que a gente não vê uma festa tão bonita dessa numa Série A, numa série B. A torcida merece muito esse título. Ficamos felizes de ver que em todas as matérias ele disseram que foi a melhor final do Regional de todos os tempos. Fico satisfeito de ter participado e ter participado bem, todo grupo está de parabéns pelo título e por termos colocado o nosso nome na história do Portuense”.

 

O Spartano, campeão em 1993, termina com saldo positivo, recordes históricos de público, de adesão de sócio torcedores e também pelo que fez em campo, chegando à final de forma bastante competitiva.

 

O Portuense conquista o título pela primeira vez, fazendo valer o excelente trabalho do técnico Merica e de atletas que brilharam muito como o goleiro Afonso; os laterais Yan, Vitão e Sávio; os zagueiros Lucas e Igor; os meio campistas Índio, Künzel, Muniz e Miguel e os atacantes Wandinho e Edu Silva, artilheiro máximo do campeonato. Parabéns Dragão!

 

 

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