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Sette Câmara repete que Atlético não vai 'cruzeirar': 'O que aconteceu lá foi um crime'

Questionado sobre crescentes gastos em contratações, presidente alvinegro rechaçou qualquer tipo de comparação com processo que ocorreu no principal rival, rebaixado à Série B e em grave crise financeira e institucional

23/06/2020 09h59 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Redação Fonte: Superesportes
Presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, e ex-presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, e ex-presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Com uma das maiores dívidas do futebol brasileiro e envolto em problemas financeiros que atingem todo o país em meio à pandemia do novo coronavírus, o Atlético continua ativo no mercado. Nos últimos meses, contratou nomes renomados, como o técnico Jorge Sampaoli e o diretor de futebol Alexandre Mattos, e abriu os cofres - auxiliado por patrocinadores - em busca de reforços. O crescente investimento em um cenário tecnicamente adverso fez surgir comparações com o Cruzeiro, rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro e imerso numa profunda crise econômica e institucional. Porém, para o presidente alvinegro, Sérgio Sette Câmara, os paralelos com o arquirrival não fazem sentido.

No fim de fevereiro, o mandatário disse a célebre frase ‘aqui no Atlético não vamos cruzeirar’, em menção ao momento financeiro do adversário local. Em entrevista exclusiva ao Superesportes e ao Estado de Minas, Sette Câmara voltou a falar sobre o tema. Desta vez, o presidente atleticano fez uma análise mais profunda sobre o que aconteceu no Cruzeiro em 2019, quando denúncias de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, falsidade ideológica e outras irregularidades atingiram a gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá e do então vice de futebol Itair Machado.

Sette Câmara classificou como ‘crime’ o que se passou no Cruzeiro. “Não, o Atlético não vai ‘cruzeirar’. Até porque, quando eu fiz essa menção, eu quis dizer o seguinte: o que aconteceu lá, vamos e convenhamos, foi um crime”, disse. “Respeito tem que haver, até por conta da história do clube. E ali não houve respeito por quem estava lá. O que aconteceu ali não foi só uma questão de fazer investimento. Fazer investimento irresponsável é diferente do que nós estamos fazendo. Muito diferente”, analisou.

Segundo Sette Câmara, integrantes do Conselho Gestor do Cruzeiro, responsáveis pelo processo de transição política no clube até que o atual presidente Sérgio Santos Rodrigues fosse eleito, contaram-lhe detalhes dos motivos que geraram tamanha crise. “O que aconteceu lá foi, e eu posso dizer isso, porque tenho muitos amigos que estiveram ali no grupo que assumiu o Cruzeiro logo depois, o grupo gestor. E são empresários sérios, competentes, gente qualificada para poder me dizer o que efetivamente ocorreu ali. Eles falaram que foram tantas as aberrações que clube nenhum estaria de pé diante daquilo que aconteceu”, afirmou.

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