Nos últimos dias, um dado chamou minha atenção e, acredito, deve servir de alerta para todos nós: a desaprovação do governo federal alcançou 61%, um dos maiores índices dos últimos anos, comparável apenas a momentos críticos da nossa história recente. Diante disso, faço uma reflexão sincera: o que tem levado o povo brasileiro a esse nível de insatisfação?
Como gestor público e alguém que vive de perto a realidade da população, percebo que esse sentimento está diretamente ligado à dificuldade do governo federal em atender às demandas mais urgentes do cidadão. Existe hoje um distanciamento evidente entre o que o brasileiro enfrenta no dia a dia e as respostas que vêm sendo apresentadas.
Um dos pontos que mais preocupa é o retorno de discussões envolvendo corrupção, que fragilizam a confiança nas instituições e aumentam a sensação de insegurança política. Ao mesmo tempo, a inflação segue impactando fortemente a vida das famílias, principalmente no preço dos alimentos e itens essenciais, reduzindo o poder de compra e trazendo dificuldades reais para milhões de brasileiros.
Outro fator que não pode ser ignorado é a carga tributária. O país registra arrecadações recordes, mas a população não percebe esse retorno em serviços públicos de qualidade. Pelo contrário, há um sentimento de que se paga mais e se recebe menos. Soma-se a isso o alto custo dos combustíveis, que influencia diretamente toda a cadeia econômica.
Também me preocupa o cenário em áreas fundamentais como segurança pública, saúde e educação. O avanço da violência, os desafios enfrentados pelo sistema de saúde e os baixos indicadores educacionais mostram que ainda há muito a ser feito para garantir dignidade à população.
Diante de tudo isso, o que vejo é um clamor crescente por mudanças. O brasileiro quer mais eficiência, mais transparência e, principalmente, mais compromisso com o interesse público.
Como prefeito de Visconde do Rio Branco, acredito que esse é um momento que exige responsabilidade e sensibilidade por parte de todos nós que ocupamos cargos públicos. É preciso ouvir a população, compreender suas demandas e agir com firmeza para corrigir rumos. Só assim conseguiremos resgatar a confiança das pessoas e construir um país mais justo e eficiente para todos.
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