Vivemos um momento que exige atenção, responsabilidade e, acima de tudo, reflexão. Como prefeito de Visconde do Rio Branco, mas também como cidadão brasileiro, acompanho de perto o sentimento da população em relação à economia do país — e os dados mais recentes reforçam aquilo que já percebemos no dia a dia.
Mais da metade dos brasileiros avalia que a economia piorou. Apenas 21% enxergam melhora, enquanto 27% não percebem mudanças significativas. Esses números não são apenas estatísticas: eles refletem diretamente na vida das pessoas e, inevitavelmente, impactam o cenário político nacional.
O que vemos na prática é um aumento constante no custo de vida. Os combustíveis mais caros pressionam toda a cadeia econômica, o endividamento das famílias cresce e o poder de compra diminui. Há levantamentos que apontam uma queda significativa nessa capacidade, o que torna a rotina do cidadão comum cada vez mais desafiadora.
Esse contexto também aparece nas pesquisas eleitorais. Segundo dados da Quest, a percepção negativa da economia tem influência direta na avaliação do governo federal e deve pesar nas próximas eleições — não apenas para presidente, mas também para governadores, deputados e senadores.
Outro ponto que chama atenção é o alto nível de endividamento das famílias brasileiras, muitas delas com restrições em órgãos como o Serasa. Ao mesmo tempo, o setor empresarial enfrenta uma carga tributária crescente, o que dificulta investimentos e geração de empregos.
No campo político, o cenário também é de tensão. Casos recentes envolvendo denúncias e investigações ampliam a desconfiança da população. O debate sobre a atuação dos poderes, especialmente diante de episódios envolvendo o Judiciário e o Legislativo, evidencia um ambiente de conflito institucional que preocupa.
Diante desse quadro, entendo que vivemos um dos momentos mais delicados da nossa democracia recente. A economia fragilizada, somada às crises políticas e institucionais, exige maturidade, responsabilidade e, principalmente, consciência por parte de todos.
No fim das contas, o que nos resta — e o que sempre fará diferença — é a capacidade de escolha. Escolher com atenção, com informação e com responsabilidade será fundamental para o futuro do país.
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